Como seria o Brasil sem Cerrado

Como seria o Brasil sem Cerrado


Por Altair Sales Barbosa


Numerosos estudos referentes ao sequestro e fixação de dióxido de carbono por formas vegetacionais demonstram a importância e a relação direta que o Cerrado tem exercido ao longo da sua história evolutiva para o equilíbrio da vida no planeta Terra. No mesmo sentido, estudos de Geotecnia apontam o valor dos lençóis freáticos, artesianos e aquíferos, oriundos do Cerrado, para a perenidade das principais bacias hidrográficas da América do Sul.


Entretanto, a ocupação humana desordenada, decorrente de programas de políticas públicas equivocadas, que colocam o Cerrado como grande fronteira de expansão agrícola e econômica, tem criado um panorama assustador, de dimensões nunca observadas na História da Humanidade.


Nesse contexto, o Cerrado foi e é recortado por inúmeras estradas, rios são represados, montanhas aplainadas, vegetação derrubada, rompendo o equilíbrio da cadeia alimentar e, como consequência, animais são levados a extinção, comunidades rurais desestruturadas de forma avassaladora e crescimento rápido e desordenado dos polos urbanos.


Geralmente, os responsáveis pela implantação de políticas públicas não levam em consideração o “tempo da natureza” em seus planejamentos; tampouco consideram a dinâmica da Ecologia do Cerrado. Por esta razão são incapazes de entender aspectos da sua história evolutiva, cujo tempo é medido pelos padrões estabelecidos pela Geologia, e calculado em milhares, milhões e até bilhões de anos antes do tempo presente.


Os fenômenos ocorridos nos chapadões centrais do Brasil, em função do desaparecimento do Cerrado, afetarão de forma direta várias partes do continente.


Assim, com o desaparecimento do Cerrado, o primeiro a ser afetado é o lençol freático, seguido da diminuição drástica da reserva dos aquíferos, os rios iniciarão um processo de diminuição da perenidade, oscilando sempre para menos, entre uma estação chuvosa e outra e desaparecendo quase por completo na estação seca.


Este fato afetará primeiro os pequenos cursos d’água, depois os de médio porte e em seguida os grandes rios. Passado certo tempo, contado em alguns poucos anos, esta realidade experimentará um grave processo de modificação.


A produtividade agropecuária começará a diminuir assustadoramente. Isto acontecerá porque a água dos lençóis subterrâneos não é mais suficiente para sustentar a produção no sistema de rotatividade de antes.


Não há água para fazer funcionar os pivôs centrais. As atividades agrícola e pecuária serão duramente atingidas. É hora de revertermos esse essa tragédia anunciada.


Por Altair Sales Barbosa


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