A evolução pode ser representada com uma árvore velha cheia de galhos. Quanto mais recuamos no tempo, caminhamos em direção a unidade e quanto mais avançamos encontramos a diversidade.
Trecho extraído da obra “O Livro da Terra”, vendido na livraria virtual do IAS, acesse pelo link aqui.
Por Altair Sales Barbosa
O mais antigo vestígio de vida é datado em três bilhões e quinhentos milhões de anos, refere-se a uma bactéria. Hoje em dia o conhecimento sobre a vida se expandiu, tanto pelo desenvolvimento da Biologia como também pela Paleontologia. Atualmente se conhecem mais de 35 milhões de espécies. No entanto, pode-se reunir todas essas espécies das mais simples até as mais complexas e traçar um caminho que conduz a um ancestral comum. Esse processo de transformação e ramificação se denomina evolução.
No início poucas espécies eram conhecidas, não só as espécies sobreviventes, mas também aquelas que já existiram e que um dia reinaram no planeta.
Geralmente costuma-se confundir também múmias com fósseis. Mas esta é uma correlação errônea, embora haja processo de mumificação natural, que ocorrem em áreas desérticas e com baixíssima umidade, as múmias geralmente são resultados de técnicas desenvolvidas pelo homem por isso são objetos de estudos da História e da Arqueologia. Já os fósseis são objetos de estudos da Paleontologia, que é um ramo científico que se liga tanto à Biologia como à Geologia e Antropologia Física.

A Paleontologia se subdivide em Paleozoologia e Paleobotânica, como o nome já diz a primeira é o ramo da Palentologia Geral que estuda os fósseis, de origem animal. E, pode dividir em Macropaleozoologia e Micropaleozoologia. A primeira estuda os fósseis visíveis a olho nu, e a segunda estuda os micro fósseis animais visíveis com auxílio de lentes de aumento, por exemplo, os foraminíferos. Da mesma forma pode-se também dividir a Paleobotânica que é o ramo da Paleontologia Geral, que estuda os fósseis de origem vegetal na escala macro e micro, no caso de Micro paleobotânica, esta engloba até um ramo bastante específico denominado Palinologia, que é o estudo de pólens fósseis.
Um elemento importante que funciona quase como um código para ler as páginas da Terra é conhecido como fóssil. O fóssil é toda evidência de vida que fica impregnada ou conservada em determinados tipos de rochas. Para que haja a fossilização completa de determinado ser ou parte deste, torna-se necessário que haja a diagênese, processo através do qual os elementos orgânicos se transformam em minerais, pela absorção da sílica.
Entretanto há elementos que podem ser considerados fósseis sem que haja completado o processo de diagênese. Como exemplo ossos de Megatherium, e Haplomastodon, animais extintos que habitaram o Brasil durante o final do Pleistoceno e início do Holoceno, cujas condições do terreno em que se encontram, não permitiram a complementação do processo de diagênese.
Também há formas de vida, principalmente insetos, que são preservados em âmbar, uma espécie de resina, que podem ser consideradas fósseis, sem que haja a diagênese. Alguns elementos existentes na terra podem também conservar formas viventes durante longo tempo, sem que estas formas sejam necessariamente fósseis, como por exemplo, as geleiras, o petróleo, o formol.
Trecho extraído da obra “O Livro da Terra”, vendido na livraria virtual do IAS, acesse pelo link aqui.
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