O Livro da Terra: entenda a formação do nosso planeta e como o homem surgiu nele

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​Expert em Arqueologia e Antropologia, o professor Altair Sales reuniu em uma única obra, O Livro da Terra, 50 anos de pesquisas e análises de vestígios deixados pelos antigos ancestrais e conservados pela natureza 

Por Prof. Dr. Antônio Teixeira Neto


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Seguindo as passadas de pioneiros do estudo da história geológica, biológica e geomorfológica do planeta Terra – Alexandre von Humboldt, Jean-Baptiste de Lamarck, Charles Darwin, Carollus Linneaus, Milutin Milankovitch…, o arqueólogo Altair Sales Barbosa, descobridor do Homo cerratensis, segundo expressão do historiador Paulo Bertran, nos brinda mais uma vez com uma obra de título evocador – O Livro da Terra – escrito em linguagem acessível e de forma bastante didática, sem, contudo, deixar de lado o conteúdo teórico-metodológico de um trabalho científico.


Abordando tópicos que por si só já atraem a curiosidade de pessoas menos avisadas – a Atmosfera, a Hidrosfera, a Litosfera e, principalmente, a Biofera – o autor leva o leitor a vaguear no tempo e no espaço do planeta ao contar a sua história desde 4,6 bilhões de anos atrás até o momento presente, o que faz desse livro um autêntico guia para uma viagem fantástica por sobre o nosso planeta e ao mesmo tempo estimula quem o lê a tomar consciência de que, desde o seu surgimento até os dias de hoje, a Terra e sua estruturas geológico-geomorfológicas, biogeográficas, climato-botânicas e antropo-culturais passaram por transformações e evoluções de tal modo intensas – movimentos de placas tectônicas que deram origem aos continentes, surgimento e desaparecimento de mega-faunas e mega-floras e, claro, o aparecimento e evolução do Homo-sapiens -, continuar interferindo no que o especialistas chamam de “perda de integridade da biosfera”.


Humboldt há mais de 150 anos já chamava a atenção para os perigos que representam para a Humanidade a modificação do que ele denominou de Naturgealde (“rede de vida”), ou seja, o meio ambiente visto como um todo interconectado.

Em cada uma das páginas deste Livro da Terra tem-se a sensação de estar sobrevoando os grandes biomas não só do Brasil, mas de todo o planeta.

Prof. Dr. Antônio Teixeira Neto


Em cada uma das páginas deste Livro da Terra tem-se a sensação de estar sobrevoando os grandes biomas não só do Brasil, mas de todo o planeta. É como se fôssemos testemunhas não só de sua exuberante beleza, mas, sobretudo, dos perigos que o rondam todos os dias. Por esse lado, o livro ultrapassa o conteúdo de livro didático e se mostra também como um minucioso manual de como realmente homem e natureza têm que se entender para evitar que tanto um quanto o outro desapareçam como seres em constante evolução e transformação.

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O período que os dinossauros habitaram a terra | Ilustração: Neide Maria Parreira



Dados de órgãos de pesquisa nacionais (INPE)  e internacionais (Fundo Mundial para a Natureza – WWF) mostram há muito tempo que o Brasil é o campeão mundial de desmatamento e de queimadas de seus principais de seus principais biomas. Queima-se o quê? Queima-se tudo o que ainda está de pé: nossas matas amazônicas e, sobretudo, nosso cerrado, como se não houvesse outras práticas de uso dos recursos naturais e de produção agropecuária que não essas. Ao mostrar as fragilidades dos nossos biomas ante a fúria predadora de pessoas irresponsáveis, o Livro da Terra é também uma alerta contra essa sanha devastadora eu pode em pouco tempo transformar em cinzas o que levou bilhões de anos para se formar e se embelezar: a Terra, nossa Mãe Gaia, como assim carinhosamente a chamavam os gregos discípulos de Sócrates, Platão e Aristóteles.


Mas, o professor Altair – o autêntico Andarilho da claridade (título de um dos seus importantes trabalhos sobre a arqueologia goiana) – nos transmite também esperança quanto ao futuro do nosso planeta, ao aconselhar que para trazer alegria e felicidade aos indivíduos humanos, o uso dos recursos naturais renováveis e não renováveis tem que ser parcimonioso, caso contrário, alerta:; enquanto planeta, o homem jamais destruirá a Terra, mas ele pode extinguir a vida do Homo-sapiens-sapiens ao alterar ecossistemas e nichos ecológicos.


O livro é fascinante do começo ao fim, dado que o pesquisador é sem dúvida o autor goiano que melhor sabe traduzir através de mensagens prazerosas de serem lidas o quanto a interação homem-natureza é a fonte de felicidade da espécie humana e da sobrevivência de tudo que a Terra possui de encantamento e beleza – suas paisagens naturais e a vida florística e faunística que ela abriga.

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Gênero Australopithecus | Ilustração: Neide Maria Parreira


Para terminar, é minha opinião que, dentre os capítulos deste livro, o que fala da Biosfera – os ecossistemas terrestres – é talvez o mais fascinante de todos, pois, em sua essência, trata-se da história da vida animal e vegetal da Terra, além de ser aquele em que as imagens falam por si mesmas sobre o que foram no passado, e o que são no presente, as espécies vivas de que, como seres humanos, também fazemos parte. Na verdade, este capítulo é, a meu ver, a cereja do bolo desse belo e instigante trabalho do mestre e amigo Altair. Então, como leitor incansável do que ele escreveu e escreve, convido a todos os que amam o nosso planeta a folhear esse livro com incansável ternura. 


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